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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Encontro : Uma leitura para além dos olhos

Um leitor competente é alguém que, por iniciativa própria é capaz de selecionar dentre os textos que circulam socialmente , aqueles que podem atender a uma necessidade sua; que conseguem utilizar esratégias de leitura adequadas para abordá-los de forma a atender a essa necessidade.
Parâmetros curriculares NacionaisLingua Portuguesa,MEC,Brasilia,1997

Objetivos do Encontro

  • Tematizar os processos envolvidos no ato de ler.
  • Discutir como se dá o processo de leitura e quais são as estratégias usadas pelo leitor.
  • Esclarecer que ao lermos temos muitas hipóteses do conteúdo do texto e que elas são construídas , em grande medida, a partir do nosso conhecimento prévio sobre o assunto tratado, bem como de nossa familiaridade com o gênero do texto.

Rede de experiências.

  • Levantamento de conhecimentos prévios acerca do que é ler e anotar . Ao final do encontro, trtomar definições e, quem sabe, reconstruí-las.
  • Slides "imagens ocultass".
  • O que é ler?

Bellenger , afirma que a leitura baseia-se no desejo e que ler é identificar-se, é abolir o mundo exterior, abrir o parêntese do imaginário... Ler é tambem sair transformado de uma experiência de vida, é esperar alguma coisa, é um sinal de vida, um apelo...

Trabalho pessoal

Por que trabalhar os diferentes níveis de leitura em sala de aula?

A leitura como prática social, também deve considerar as experiências e os niveis de leitura dos alunos , por isso a necessidade das práticas de leitura crítica nas aulas . Não trabalhar a partir de tal prática pode significar a manutenção da consciência ingênua junto aos professores e estudantes e, num longo prazo, pode impedir o desenvolvimento da capacidade crítica.

domingo, 30 de novembro de 2008

Literatura de Cordel.

A literatura de cordel é um tipo de poesia popular , originalmente oral , e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis , o que deu origem ao nome que vem lá de portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes.
No Nordeste do Brasil, herdamos o nome (embora o povo chame esta manifestação de folheto) , mas a tradição do barbante não perpetuou. Ou seja, o folheto brasileiro poderia ou não estar exposto em barbantes . São escritos de forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.
História
A história da literatura de cordel começa com romanceiro luso-espanhol da idade média e do Renascimento. O nome cordel está ligado á forma de comercialização desses folhetos em Portugal, onde eram pendurados em cordões, lá chamados de cordéis.Inicialmente , eles também continham peças de teatro , como as de autoria de Gil Vicente ( 1465-1536). Foram os portugueses que trouxeram o cordel para o Brasil desde o inicio da colonização. Na segunda metade do século XIX começaram as impressões de folhetos brasileiros, com características próprias daqui. Os temas incluem desde fatos cotidiano, episódios históricos , lendas, temas religiosos, entre muitos outros. As façanhas do cangaceiro Lampião( Virgulino Ferreira da Silva, 1900-1938) e o suicídio do presidente GetúlioVargas.(1883-1954) são alguns dos assuntos de cordéis que tiveram maior tiragem no passado . Não há limite a criação de temas dos folhetos . Praticamente todo e qualquer assunto pode virar cordel nas mãos de um poeta competente.
No Brasil , a literatura de cordel é peodução tipica do Bordeste, sobretudo nos estados de Pernambuco , da Paraiba, do Rio Grande do Norte e do Ceará. Costumava ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Hoje também se faz presente em outros estados , como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O cordel hoje é vendido em feiras-culturais, casas de cultura, livrarias e nas apresentações dos cordelistas.
Os poetas Leandro Gomes de Barros (1865-1918) estão entre os principais autores do passado.
Aspectos interessantes :
  • As suas gravuras , chamadas xilogravuras, representam um importante espólio do imagináio popular.
  • Pelo fato de funcionarem como divulgadoras da arte cotidiano, das tradições populares dos autores locais (lembre-se a vitalidade deste gênero aindo no nordeste do Brasil), a literatura de cordel é de inestimável importância na manutenção das identidades locais e das tradições literárias regionais, contribuindo para a manutenção do folclore nacional.
  • Pelo fato de poderem ser lidas em sessões públicas e de atingirem um número elevado de exemplares distribuídos, ajudam na disseminação de hábitos de leitura e lutam contra o analfabetismo.
  • A tipologia de assuntos que cobrem , critica social e politica e textos de opinião ,elevam a literatura de cordel ao estandarte de teor didático e educativo.

Formação Continuada. O Que foi este curso para você?. Que contribuição trouxe?

Avaliação Final.

Neste momento em que nosso curso chega ao fim , quero expressar meu carinho e adimiração , primeiro a estes dois tutores Mauricio e Lenita , dinâmicos , competentes e entusiasmados.
Entretanto , estive pensando o que foi que fiz para aproveitar o potencial do curso? O meu empenho foi suficiênte?
De certo modo qualquer que tenha sido o meu empenho ( foi o melhor possível para a oportunidade). Tenho agora ferramentas para desenvolver e aprender , o que foi previamente plantado.
Mas neste momento quero dizer o quanto admirei a profundidade , a seriedade, a disposição , dos meus companheiros de turma.
Quando fiz a inscrição para o curso , fui com uma certa resistência , pois tinha feito vários cursos , que não me acrescentaram em nada. Fiquei feliz , pois o curso muito bom , material excelente . Os tutores criativos , ás aulas não caíram na monotonia .
Espero que outros cursos apareçam com o mesmo nível desse que termina.
Agradeço a Mauricio e Lenita pela paciência conosco ,principalmente pela demora do Blog.
Obigada, Vitória

MEMORIAL

Sou a terceira filha de uma familia de oito irmãos- sempre nos relacionamos muito bem.Meu pai , hoje falecido , era funcionário da Companhia Estadual de Água e Esgoto do estado do Maranhão em São Luis.Quando criança meu pai gostava muito de contar hitórias para nós antes de dormirmos.Sempre gostei muito de ouvir histórias e piadas , só sou péssima na hora de contar a outras pessoas. Minha mãe era professora e muito exigente com os filhos que estudavam com ela, era sua a responsábilidade das tarefas educacionais dos filhos.
Mudamos para Brasilia, porque meu pai e minha mãe queriam para os filhos um futuro melhor ou seja todos formados . Meu pai se achava o homem mais orgulhoso , pois os que não eram formados estavam fazendo faculdade.
Estudei o Ensino Fundamental e médio em escolas públicas, o segundo grau cursei Auxiliar de Adminstração no CEMAB-Taguatinga.Logo fiz estágio na área e conseguir um emprego na EBCT. Empresa Brasileira de Correios e Telegráfos, trabalhei muito tempo lá.
Após terminar o segundo grau, fiz vestibular para Relações Internacionais na UNB, não passei mas passei na minha outra opção no CEUB que era para LETRAS ESPANHOL.
Depois que minha filha nasceu , Júlia que hoje está com 18 anos e entrou aos 17 na UNB , saí da EBCT quando ela estava com 2 anos e resolvi entrar na minha área de formação. Trabalhei primeiramente como contrato temporário na antiga Escola Normal de Ceilândia e depois no Centro Educacional Médio 07 de Taguatinga .Foram duas experiências bem diferentes . Na Escola Normal tinha como coordenador de área o professor Fernando Moura ele me incentivou a fazer o concurso até então não tinha nenhum interesse, estava estudando para o concurso do TCU.
Em 1996 fiz o concurso e passei , fui chamada em Abril de 1997 fui trabalhar em Santa Maria noturno no antigo supletivo gostei muito, os alunos eram adultos e só ia quem queria realmente , a sala estava sempre cheia. A nossa interação aluno/professor era muito boa.
Em 1999 entrei no CEF -02 Ceilândia sul dando aula para 5ª série . Em 2007 e 2008 estou como coordenadora pedagógica na área de Códigos e Linguagens .Está sendo uma experiência muito boa aprendi muito , principalmente a ter mais paciência e tolerância com as pessoas e ver como é dificil trabalhar em direção de uma escola, com pessoas diferentes tentando agradar todos e principalmente fazer um bom trabalho pedagógico.
Estou fazendo pós-graduação pela UNB oferecida pela SEEDF, estou gostando muito está um pouco difícil pois são muitas obrigações ao mesmo tempo , faço também o curso Alfabetização e Linguagem do qual falarei depois.
Depois de falar muito do profissional , vou falar um pouco da base que foi a responsável pelo meu sucesso, minha Familia principalmente Dona Deusa(minha mamãe), hoje com 75 anos idade mental de uma adolescente.Aposentou este ano trabalhava na Policia Rodoviária federal ,entrou no serviço público quando estavamos todos adultos e demorou aposentar É uma pessoa que tenho muito orgulho e adimiração ,hoje Lenita 30/11 ela está no seu estado RJ, com o grupo de COPOTERÁPIA é uma pessoa muito especial que amo muito. Meu pai como já falei faleceu jovem aos 65 anos também uma pessoa admirável . Tenho 7 irmãos , sobrinhos ,
cunhadas e cunhado todos ótimos .
Moramos , eu e Júlia em Taguatinga .Sou uma mãe muito orgulhosa e competente pois conseguir criar minha filha que é uma garota inteligente e amável quem conhece sabe .

Dia 20/11 Dia da Consciência Negra



































































sábado, 29 de novembro de 2008

Caso de Secretária. Carlos Drummond de Andrade

Texto sugerido para trabalhar com os alunos.Faz parte do livro "70 historinhas", ed Record.

CASO DE SECRETÁRIA.
Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, não fizera a minima alusão á data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a familia o tratava? Ele que vivia para seus, que se arrebentava de trabalhar, não merecer um beijo, uma palavra ao menos!
Mas no escritório, havia flores á sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secretária, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário , e entretanto o lembrava. Era mais do que uma auxiliar , atenta, experimentada e eficiente,´pé-de-boi da firma, como até então a considerara; era um coração amigo.
Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocochô : o carinho da secretária não curava , abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada?
Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver.
Durante o dia, a secretária redobrou de atenções. Parecia querer consolá-lo, como se medisse toda sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras amáveis, e o ditdo da correspondencia foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela.
-O Senhor vai comemorar em casa ou numa boate?
Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos é ma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí á noite , solitário, como o lobo da estepe.
- Se o senhor quisesse, podiamos jantar juntos - insinuou ela, discretamente.
E náo é que podia mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida - o pessoal lá de casa pouco tá ligando -, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que - reparava agora -era bem bonita.
Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escritório.Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente.Conteve-se, no prazer ansioso da espera.
- Onde você prefere ir? - perguntou, ao saírem.
- Se não se importa, vamos passar primeiro em meu apartamento. Preciso trocar de roupa.
Ótimo, pensou ele;- faz-se a inspeção prévia do terreno, e, quem sabe?
- Mas antes quero um drinque, para animar - ele retificou.
Foram ao drinque, ele recuperou não só a alegria de viver e fazer anos, como começou a fazê-los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço.
No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, não precisava bater- e o sorriso dele, dizendo isto, era uma promessa de felicidade.
Ele nem percebeu ao certo se estava arrumando ou se desarrumando, de tal modo os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda, abriu a porta do quarto. Lá dentro , sua mulher e seus filhinhos, em coro com a secretária , esperavam-no cantando "Parabéns pra você".

Texto Humorístico

Objetivos do Encontro: Identificar as caracteristicas de textos que nos permitem classificá-los quanto a seu gênero em humoristico e buscar estratégias de ensino -aprendizagem que sistematizem habilidaades lingüisticas em nossa prática pedagógica
"Aprendemos que o dia em que não rimos é o dia mais perdido"(Geandré)


"Não é a verdade que é engraçada. Engraçada é a maneira com que o humor nos faz chegar a
a ela" .(Ziraldo)

"Depois de ter criado o mundo, Deus criou o homem e a mulher. E para preservá-los da destruição. Ele inventou o humor". (Mordillo).

Acho fantástico trabalhar com texto humorístico ,charge ou piadas é bem divertido . Os alunos ficam felizes. Eu adoro piadas só não sei contar.